terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A culpa é do roteador (e do Veet)

De repente, a internet caiu. Eu me preparava para o post sobre as motos, mas nenhum site entrava. Do quarto, perguntei para senhora e senhorinha Roldan o que estava acontecendo.

Ah, os benefícios da internet Wi-fi! Só ela permite que possamos conectar o computador de qualquer parte da casa, isolando-nos cada vez mais do convívio social. E, é claro, só ela faz com que eu pague 14 dólares para acessar a internet por 24 horas no O'Hare - uma vez li uma crônica do Flavio Gomes sobre tratar os aeroportos pelo nome, não pela cidade, mas não lembro muito bem do texto, então foda-se.

Disseram-me os componentes da sala que sentiram um cheiro de queimado e decidiram desligar da tomada os aparelhos. Não detectaram o problema e devolveram-me a querida isoladora social. Só que... ela não conectava.

Peguei o lap top - lap top, tá? Não gosto de notebook - e fui explorar aquele emaranhado de fio. Uma luzinha do modem - aquilo é o modem, certo? - estava apagada. Mexi daqui, dali, nada. Tira cabo, põe o cabo, tira, põe, nada.

Cansei e liguei para a Telefonica. Atendeu-me a voz gostosa de Andersson. Passei os dados e falei da tal luzinha. "ADSL?" "Não, Ethernet". Ele foi - teoricamente - falar com o supervisor.
"A senhora já viu se os cabos estão conectados direito?"
"Já"
"A senhora usa roteador?"
"Uso"
"E já tentou desconectá-lo?"
"Não"

Voilà! Eis que tiro o cabo do aparelho e a internet dá as caras novamente! Agradeci ao Andersson e segui com minha jornada. A história, agora, era descobrir que merda acontecera com o roteador. Na tela do lap top, o tigre que me serve como papel de parede já olhava-me triste, como se soubesse que passaria longos dias sem sair do estojo roxo de bolinhas - era promoção na Best Buy!

Quando estava prestes a jogar toda aquela tralha pela varanda, respirei fundo e decidi que era melhor ir para cama e ler um livro.

Deitei-me e peguei o que havia acabado de comprar, "A Arte de Correr na Chuva", que conta a história de um cachorro, Enzo, que era fanático por fórmula um. Garth Stein, autor do livro, era fã do Senna, e seu personagem é mestre em andar na chuva.

Mas o livro começa de forma triste. Assim que terminei o primeiro capítulo, coloquei-o de lado para dormir. A única coisa da qual não precisava agora era chorar por causa de um livro.

Dormi e sonhei com minha irmã de dez anos querendo passar Veet na perna. Eu dizia que eram só três minutos com o treco na perna, e ela argumentava que podia ficar até seis horas. Então resolvi contar que, segundo estudos, ficar muito tempo com o negócio poderia fazer sua perna cair (uau! Sonho é mesmo uma coisa maluca!).

Acordei pensando que tinha que passar o creme, já que queria usar um vestido preto hoje. Antes, liguei o computador, conectei ao Speedy e, tã-rã!, ele estava navegando! Não, o roteador continua inutilizável, mas paciência, que meu tigre aproveite seu descanso.

Mas já que estava acordada, decidi que primeiro cuidaria da minha perna. Não, não achei o vestido preto, mas com o calorão que tem feito, uma bermuda já estava de bom tamanho.

Então, saibam vocês que a culpa de o post das motos não ter chegado até vocês é toda do roteador. E do Veet e deste texto, que consumiram parte da minha manhã e fizeram com que eu me atrasasse.

Um comentário:

Cazuza disse...

Essa é a Mandinha que eu conheço há 5 anos! uuhuhauhahuauhauha!

Beijos querida!