A mulher bate na porta e pergunta: "posso ver como você limpa seu banheiro?"
STOP!
Como assim? Quem, em sã consciência, bate na porta do outro e pede para ver se o banheiro está limpo?
Vou te dizer quem: algum publicitário, provavelmente o mesmo que inventou que nós, consumidores, vamos comprar um carro simplesmente porque ele colocou uma ovelha voadora (alô??) para contracenar com o carinha. Ou o que acha que pode sair por aí falando de intestino preso e funcionando feito um relógio e nós vamos achar que está tudo bem, porque falar sobre intestinos na televisão é super normal.
Vamos combinar, achar bons comerciais hoje em dia é uma tarefa árdua e difícil. Assim, de cabeça, lembro das campanhas da Mitsubishi (que são comandadas pela Africa, então o que a gente podia esperar?) e... tinha uma que era excelente, mas aí pecava pra outro lado: qual era a marca mesmo? (juro que estou tentando lembrar, mas não consigo).
Não sou publicitária e não sei se conseguiria fazer uma campanha decente. Mas é por isso que cada um tem sua área, né? Eu sou jornalista, faço meu trabalho direitinho e é assim que o mundo devia girar. Mas não. Temos de ver ovelhas voando, ouvir sobre o intestino dos outros (ECA!) e esperar que alguma maluca bata na nossa porta e nos pergunte como está o nosso banheiro.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Que propaganda irrita você?
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Amanda Roldan
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sábado, 2 de outubro de 2010
As incríveis campanhas eleitorais
Preciso confessar uma coisa: sentirei saudades das eleições.
Pronto, tenho certeza de que você, leitor, já fechou a janela dessa pobre blog abandonado. Se não o fez, tentarei explicar o motivo da minha tristeza.
Sou apaixonada por campanhas políticas desde criança. Minha mãe e meu pai podem confirmar isso. E Celso Pitta, lá do umbral, ainda deve me agradecer por ser cabo eleitoral. Porque é claro que eu cantei a música do fura-fila a torto e a direito, e achava que só isso bastava para que as pessoas votassem nele. Aliás, sem esforço eu consigo me lembrar de boa parte do jingle.
É claro que não foi só Pitta que marcou minha vida. Eymael é eterno, Levy Fidelix me emocionou quando deu tchauzinho para mim em plena Avenida Liberdade e posso dizer que até tive vontade de chorar quando Enéas Carnero morreu.
Nesse ano, me indignei com o Rodrigo – que modificou a clássica “quem sabe, sabe, vota comigo, Federal é Kassab, Estadual é Rodrigo” -, cantei o jingle mais brega de toda história – o de Celso Russomano, que também é extremamente chiclete – e, por mais chocante que pareça, ri a rodos com as propagandas do Tiririca. Porque, em época de eleição, você pode escolher dois caminhos: rir ou chorar. E, apesar de às vezes me invadir uma sensação profunda de que as coisas não têm mais jeito, eu rio. Afinal, aprendi com os ursinhos carinhosos que “onde há uma esperança, sempre há uma saída”. E eu tenho esperança.
E, se pensarmos bem, a época de campanha eleitoral é a única em que podemos dar gargalhadas deles, apesar dos palhaços sermos nós.
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Amanda Roldan
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16:47
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sábado, 7 de agosto de 2010
Recomeçando
Em julho, o Panda veio perguntar a quantas andava o blog. Não andava.
Eu precisava de um tempo para pensar no rumo do Pitacos. Ele seria, definitivamente, um blog só sobre automobilismo? Não, não era isso que eu queria.
Eu tentei fazer um espaço com atualizações constantes, algo dinâmico e et cetera. Mas decidi que o Pitacos não tem talento para o factual. Da mesma forma que gosto de ler textos com significado, com emoção, também gosto de poder escrever assim. Não é sobre a vitória do Loeb que eu quero escrever, e sim sobre o que essa vitória quer dizer para mim.
Então, hora de reiniciar o Pitacos. Sem a promessa de posts diários, semanais ou o qualquer coisa desse tipo. Sem pressão. Porque a vida já nos pressiona o suficiente.
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Amanda Roldan
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13:21
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quarta-feira, 16 de junho de 2010
O limite da liberdade de expressão
Dia desses, uma amiga recebeu um comentário em seu blog que merece uma reflexão. O comentário era uma tentativa de discordar do tema do texto, mas a moça em questão acabou sendo bastante ofensiva (e não só com a minha amiga, mas com todas as leitoras do blog dela). Aí eu fiquei me perguntando: até onde vai a liberdade de expressão.
Antes que alguém fale alguma coisa, pera lá! Não estou falando contra a liberdade que cada um de expressar livremente sua opinião, longe disso. Mas aprendi que o direito de cada pessoa termina onde começa o direito da outra, então acho que esse é o limite da liberdade de expressão.
Se a pessoa quer criticar, critique, oras! Mas ofender por ofender, xingar porque pisaram no seu calo e você ficou bravinha pode, Arnaldo?
Depois de conquistar essa tão falada liberdade, é hora da sociedade conquistar bom-senso e educação.
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Amanda Roldan
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13:47
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segunda-feira, 7 de junho de 2010
O fim
Monk acabou. Ontem, domingo, dia sete de junho de 2010 (porque aprendi há um pouco mais de um ano que este post pode ser lido em qualquer dia, qualquer mês, qualquer ano, então é melhor especificar), aconteceu o último episódio da série. O último, mesmo, não o último da temporada. Fim. Terminou bonitinho, fofinho, feliz, como manda o figurino.
Friends também acabou. Faz tempo, eu sei, mas também acabou. E aí eu fico restrita a assistir às dez temporadas, e quando acaba, acabou. Não tem mais.
O Boticário também acabou com o meu shampoo. Meu último frasco está acabando, e ele só existe porque as vendedoras o acharam perdido no meio do estoque.
Eu tenho medo que o meu creme acabe. E o meu chiclete. E o Bis de avelã. (e esses dois vão acabar, pois são edições limitadas).
O mundo é muito chato.
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Amanda Roldan
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09:38
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domingo, 30 de maio de 2010
Sebastien Ogier, finalmente

Escrevi e apaguei diversas vezes este post. Aí vi essa foto e decidi que ela conseguia expressar muito o que a vitória de Ogier pode significar. Fazia tempo que o francês batia na trave, e, agora que que conseguiu alcançar sua primeira vitória, é difícil não fazer comparações. Os dois são Sebastien, franceses, pilotos pela Citroën e, bom, agradáveis de se olhar.
Ogier pode se tornar o novo Loeb? Ou... Ogier pode bater Loeb?
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Amanda Roldan
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19:40
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Dakar e América do Sul: um caso de amor

Quando o Dakar foi cancelado, naquele fatídico começo de 2008, algumas dúvidas surgiram: era o fim do maior rally do mundo? A organização continuaria fazendo a prova na África? Ou haveria outro lugar que pudesse sediar um rally tão difícil quando aqueles no Saara?
A resposta veio com o Dakar na Argentina e no Chile. Poucos (ou ninguém) podiam prever as dificuldades do Atacama e das dunas de Fiambalá. A fórmula foi tão certo que o rally do ano que vem está confirmadíssimo por essas bandas! E foi para falar sobre o Dakar de 2011 que o Gregory Murac, diretor de relações exteriores do rally, veio para o Brasil ontem.
A inclusão do Brasil no calendário de coletivas de imprensa da prova mostra duas coisas: 1. o Brasil está se mostrando um mercado apetitoso para os organizadores e 2.o Dakar está querendo se internacionalizar cada vez mais.
(E agora lembrei do livro que estou lendo, "O Mundo é Plano". Pensa que o Dakar é uma de origem francesa que acontece na América do Sul e junta competidores, organizadores e imprensa do mundo inteiro!)
Mas, sendo assim, não está na hora do rally passar pelo Brasil? A bandeira foi levantada já em 2009, mas, segundo Murac, ainda não existe previsão para que isso aconteça. Por quê? Ora, só a largada promocional reuniu 800 mil pessoas. Ao longo da prova foram mais de quatro milhões assistindo aos veículos passarem. É uma paixão que, segundo Guilherme Spinelli, só é compatível com finlandeses e portugueses! Pra que trazer o rally para cá? Além do mais, não temos terrenos tão desertos como os encontrados no Chile. Não compensa, e acho que o Dakar não passa por aqui. Never.
E ainda existe a sombra africana. André Azevedo já confessou que sente uma saudadezinha do Saara e, por mais que o cancelamento do Dakar por conta do terrorismo ainda esteja fresco na mente dos competidores (não é, Zé Hélio!), enfrentar as dunas da África ainda é um objetivo de muitos. Quando vai voltar? Muito em breve, acredito. E acho que a organização já vem estudando essa possibilidade.
Quanto à coletiva propriamente dita, nada de mais. Encontro entre os ralizeiros é sempre gostoso, ainda mais quando você está entrevistando essas pessoas pela primeira vez. Sim! Depois de anos participando desse meio, pela primeira vez entrevistei Klever Kolberg, André Azevedo, Zé Hélio, Guilherme Spinelli, Dimas Mattos e Rodrigo Konig! Rendeu boas risadas! Quando a matéria estiver prontinha, mostro aqui.
Enfim, foi dada a largada. O 2011 está mais perto do que se imagina, e os brasucas precisam correr para ter tudo pronto até janeiro!
(Uau! Posso terminar o VT com essa frase?)
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Amanda Roldan
às
22:34
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