sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Simples assim

Sempre tive um grande carinho por cães e gatos. Cresci em meio a felinos e caninos, e não é uma cena incomum me ver parada na rua paparicando algum bichinho. Quando ia para excursões do colégio, voltava com o filme lotado de foto de cachorros.

Aprendi que animais possuem uma coisa difícil de ser vista em seres humanos: o amor incondicional. Cachorros não se importam se você é negro, branco, azul, verde. Eles não fazem distinção de cor, sexo ou classe social. Quanto aos gatos, talvez eles sejam mais arrogantes e independentes, mas não deixam de mostrar a confiança que depositam em seus donos.

Tudo isso me passou pela cabeça depois que vi essa chamada emocionante da União Zoófila, que ajuda cães e gatos abandonados em Portugal.

Peguei meus cinco gatos e dois cachorros na rua. Além disso, já achei muitos bichinhos abandonados _que, por motivos diversos, não conseguiram sobreviver. Fico me perguntando: como alguém tem coragem de tratar assim um ser indefeso como esses? Que confiam em nós como nenhum ser humano pode confiar? É triste. Mas, como uma vez disse um amigo meu, se as pessoas não sabem cuidar nem de seus iguais, imagina daqueles que julgam inferiores a nós, animais que veem racionalidade em guerras e violência a troco de nada!

Pegando esse gancho, outro vídeo me chamou a atenção. O Animal Planet fez um documentário (que pode ser visto aqui) sobre os abusos feitos com animais de raça para fins puramente estéticos. É de dar nojo. Cachorros são submetidos a doenças e deformidades para agradarem donos "exigentes" e cegos, que acham que animais são objetos para desfile.

Tenho uma preferência por vira-latas, mas acho lindas certas raças. Nada, porém, que justifique fazer os cães sofrerem só para atenderem às nossas expectativas. Quem deu o direito aos humanos de cruzarem determinadas raças só para atingirem uma "raça perfeita"? De sacrificarem filhotes por que não estão de acordo com o Kennel Club? Pelo que eu me lembre, Hitler também defendia os mesmos conceitos em relação aos humanos.

Homem é o ser racional? Se fosse, Saberia aprender com a simplicidade de um cachorro.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Guia rápido (e mais ou menos útil) de Memphis

Música noite adentro, vigília e concurso de covers. A Elvis Week, em Memphis, parece ser um evento para fã nenhum botar defeito.
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Acontece que quando pousamos no Tennessee, a semana que homenageia o Rei já havia passado, e a cidade não estava tão cheia. Mesmo assim, não era difícil ver uma ou outra "reencarnação" do Elvis. Ou encontrar pessoas como Ana, a brasileira que se mudou para lá por causa do Rei do Rock.
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Não sei se tipos como esses existem pelo resto de Memphis, mas no "Complexo Presley" o que mais existe são fãs alucinados.
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"Complexo Presley"?
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Pois é. A região em volta de Graceland, a Evis Presley Boulevard, virou um verdadeiro complexo voltado a Elvis _não só no sentido de homenagem, mas mais do ponto de vista financeiro. Museus de todas as épocas da vida dele, lojas de souvenir que não acabam mais e um hotel temático, o Heartbreak Hotel. Adivinha onde nós ficamos?
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Cafona, kitsch. O hotel é totalmente Elvis. Atrás dele, um camping. E a piscina, um coração com pastilhas que formam um corte, literalmente um coração quebrado. Ele fica estrategicamente localizado. Em frente, surge Graceland, a famosa casa de Elvis Presley. Ao lado, toda a estrutura voltada a tornar Elvis o morto que mais fatura.
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Por ali tem coisa para todos os gostos. Da casa aos aviões, às roupas de diferentes épocas. E, uma das partes mais sensacionais, os carros _pessoais, usados em filmes ou com tributos ao Rei. Tudo, obviamente, pago. E terminando em lojinhas.
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Existe também uma parte que não pertence ao "complexo". Foi nesse trechinho que acompanhamos o show de Joe, ou seja lá como ele se chamava, um cover de Elvis que, embora não tenha o talento dele, é engraçadíssimo. O cara subia nas mesas e levava a galera à loucura. Pena que resolveu fazer um discurso sobre a guerra do Iraque, que fez com que os estadunidenses presentes olhassem feio para nós _e para os irlandeses e australianos.
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Mas não é só de Elvis que vive a cidade. Em nosso último dia, pegamos um carro no hotel e fomos para o centro. Pena que o circuito Califórnia-Flórida-NY ainda domine os roteiros da brasileirada, porque o centro de Memphis é um dos lugares mais sensacionais que já vi.
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Terra do legendário Sun Studios _que lançou galera como Roy Orbinson, Johnny Cash e Jerry Lee Lewis_, a cidade respira música. A começar pelo próprio estúdio, aberto para visitação e que guarda instrumentos de lendas do rock e histórias curiosas, como a de Bob Dylan beijando o chão em que Elvis pisou.
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Foi lá que comprei uma das maiores lembranças dos EUA: o CD do "Complete Million Dollar Quartet", simplesmente uma tarde de terça de 1956 em que Presley, Cash, Perkins e Lee Lewis resolveram se reunir para cantar.
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Caminhando pelas ruas, mais coisas sensacionais. Lá, existem grandes praças em que as pessoas param para ouvir bandas de jazz tocando. Bem ali na Beale Street, uma das ruas mais famosas da cidade _e que abriga uma imensa fábrica da Gibson.
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Pelas avenidas, estabelecimentos comerciais com luminosos com todo ar de cidade antiga. Pena que não conseguimos passear por ali à noite (o tempo era curto).
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Na mala, CDs, DVDs e afins _afins como lápis, bolinhas de golfe pintadas, coisas úteis assim. E um copo excepcional do Hard Rock!

domingo, 16 de agosto de 2009

The Doctor rules!

Quando anunciaram que Schumacher não ia correr mais em Valência, fiquei naquele clima desolado, como toda torcida do Corinthians e Flamengo. Claro, qualquer um queria ver o heptacampeão voltar às pistas.

Mas hoje de manhã, enquanto assistia à MotoGP, me passou o seguinte pela cabeça: não acompanho mais a F-1 com tanto tesão quanto antes; em vez disso, acordo cedo para ver Valentino Rossi e suas disputas sensacionais com seu companheiro de equipe, Jorge Lorenzo. Então, enquanto o Doutor estiver na ativa, não sei sentirei tanta falta do alemão.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

The Imaginarium of Doctor Parnassus

Quando Heath Ledger morreu, muitos falaram sobre o filme inacabado do ator, "The Imaginarium of Doctor Parnassus" e o destino que ele levaria.

Bom, o filme foi levado a diante e, para (terminar de ) interpretar o personagem principal, foram chamados três atores: Colin Farrell, Jude Law e Johnny Depp.

O trailer é simplesmente fenomenal e, por mais que a grande estrela seja o ator já morto, ouso dizer que este filme é um legítimo Depp _aliás, acho que a dupla Depp e Ledger seria perfeita para fazer o filme, sem precisar contar com os outros dois.

Estreia no Reino Unido em outubro, Por essas bandas, acho que só no ano que vem. Até lá, dá-lhe ansiedade!

sábado, 8 de agosto de 2009

O mais caro

Talvez não seja o livro mais caro que já existiu no Brasil, mas está bem perto disso. Não consta no site da Saraiva. No da Fnac, aquela pseudo-livraria, também não. Apenas a Cultura apresenta a obra em seu catálogo, por um preço exorbitante: R$11.835,00. Exatamente. Onze mil oitocentos e trinta e cinco reais e nem um centavo a menos.

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O livro em questão é New York - The Liberty Edition, uma edição limitada com 500 impressões que faz um tributo à Big Apple por meio de palavras e lentes de ases da escrita e fotografia _pessoas como Tom Wolfe e Gay Talese.
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Na Barnes & Noble, nos EUA, a publicação sai por $2.313. Achei no Amazon e na E-bay por preços MUITO mais em conta, $104 e $34, mas não parecem ser da Liberty Edition.
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New York - The Liberty Edition parece ser uma obra única e incrível. Mas eu me contento com meus livros de até R$70,00 de Wolfe e Talese.

Aicmofóbica, sim!

É sempre assim: quando um médico passa alguma injeção para eu tomar, encara com ceticismo o fato de eu ter medo de agulha, como se isso fosse manha, coisa de criança ou algo assim.

Já faz tem que descobri que essa é só uma das muitas fobias que existem por aí, e, se duvidar, sei até a causa dela. Mas nunca achei que nós, pessoas com fobia de agulha, fizessemos parte de uma "classe".

Pois bem, hoje eu descobri que o que eu tenho te, sim, um nome: aicmofobia, medo de injeção e agulhas.

Aicmofóbicos, uni-vos!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Pequeno texto sobre despreparo

A médica chama os pacientes na recepção do hospital, coloca-os enfileirados na parede, pergunta sintomas de cada um e passa um raio-x. Cena de E.R.? Não. Esse cenário se passa em um dos hospitais mais tradicionais da cidade de São Paulo, o São Luiz, unidade localizada na zona nobre do Morumbi.

A primeira comparação que se faz é com o sistema público de saúde, o que por si só é uma coisa vergonhosa, já que a saúde pública não deveria ser referência em mau atendimento. Mas, enfim, é o que o atendimento do São Luiz está parecendo.

O critério de seleção para quem tem prioridade no atendimento é vago e duvidoso, mulheres grávidas e pessoas idosas. E, por isso, o garoto de 18 anos que está com febre alta há três dias fica horas esperando ser atendido.

Horas? Sim, horas. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis. O tempo no hospital é ilimitado. Enquanto isso, pessoas com a famosa gripe A entram em contato com pessoas com pneumonia. Excelente, tudo que uma pessoas doente precisa é entrar em contato com outro vírus/bactéria!

Mas o São Luiz é apenas uma amostra do que está acontecendo por aí. O Einstein não fica atrás. E a Beneficência Portuguesa, dizem, chegou a fechar as portas.

Que a saúde pública seja uma porcaria, não entende-se, mas, no fim, aceita-se _em termos. Mas o sistema privado, na teoria o melhor, mais tchan, estar desorganizado e despreparado desse jeito é bem difícil de engolir.