Sempre tive um grande carinho por cães e gatos. Cresci em meio a felinos e caninos, e não é uma cena incomum me ver parada na rua paparicando algum bichinho. Quando ia para excursões do colégio, voltava com o filme lotado de foto de cachorros.
Aprendi que animais possuem uma coisa difícil de ser vista em seres humanos: o amor incondicional. Cachorros não se importam se você é negro, branco, azul, verde. Eles não fazem distinção de cor, sexo ou classe social. Quanto aos gatos, talvez eles sejam mais arrogantes e independentes, mas não deixam de mostrar a confiança que depositam em seus donos.
Tudo isso me passou pela cabeça depois que vi essa chamada emocionante da União Zoófila, que ajuda cães e gatos abandonados em Portugal.
Peguei meus cinco gatos e dois cachorros na rua. Além disso, já achei muitos bichinhos abandonados _que, por motivos diversos, não conseguiram sobreviver. Fico me perguntando: como alguém tem coragem de tratar assim um ser indefeso como esses? Que confiam em nós como nenhum ser humano pode confiar? É triste. Mas, como uma vez disse um amigo meu, se as pessoas não sabem cuidar nem de seus iguais, imagina daqueles que julgam inferiores a nós, animais que veem racionalidade em guerras e violência a troco de nada!
Pegando esse gancho, outro vídeo me chamou a atenção. O Animal Planet fez um documentário (que pode ser visto aqui) sobre os abusos feitos com animais de raça para fins puramente estéticos. É de dar nojo. Cachorros são submetidos a doenças e deformidades para agradarem donos "exigentes" e cegos, que acham que animais são objetos para desfile.
Tenho uma preferência por vira-latas, mas acho lindas certas raças. Nada, porém, que justifique fazer os cães sofrerem só para atenderem às nossas expectativas. Quem deu o direito aos humanos de cruzarem determinadas raças só para atingirem uma "raça perfeita"? De sacrificarem filhotes por que não estão de acordo com o Kennel Club? Pelo que eu me lembre, Hitler também defendia os mesmos conceitos em relação aos humanos.
Homem é o ser racional? Se fosse, Saberia aprender com a simplicidade de um cachorro.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Simples assim
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Amanda Roldan
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Guia rápido (e mais ou menos útil) de Memphis
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Amanda Roldan
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domingo, 16 de agosto de 2009
The Doctor rules!
Quando anunciaram que Schumacher não ia correr mais em Valência, fiquei naquele clima desolado, como toda torcida do Corinthians e Flamengo. Claro, qualquer um queria ver o heptacampeão voltar às pistas.
Mas hoje de manhã, enquanto assistia à MotoGP, me passou o seguinte pela cabeça: não acompanho mais a F-1 com tanto tesão quanto antes; em vez disso, acordo cedo para ver Valentino Rossi e suas disputas sensacionais com seu companheiro de equipe, Jorge Lorenzo. Então, enquanto o Doutor estiver na ativa, não sei sentirei tanta falta do alemão.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
The Imaginarium of Doctor Parnassus
Quando Heath Ledger morreu, muitos falaram sobre o filme inacabado do ator, "The Imaginarium of Doctor Parnassus" e o destino que ele levaria.
Bom, o filme foi levado a diante e, para (terminar de ) interpretar o personagem principal, foram chamados três atores: Colin Farrell, Jude Law e Johnny Depp.
O trailer é simplesmente fenomenal e, por mais que a grande estrela seja o ator já morto, ouso dizer que este filme é um legítimo Depp _aliás, acho que a dupla Depp e Ledger seria perfeita para fazer o filme, sem precisar contar com os outros dois.
Estreia no Reino Unido em outubro, Por essas bandas, acho que só no ano que vem. Até lá, dá-lhe ansiedade!
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sábado, 8 de agosto de 2009
O mais caro
Talvez não seja o livro mais caro que já existiu no Brasil, mas está bem perto disso. Não consta no site da Saraiva. No da Fnac, aquela pseudo-livraria, também não. Apenas a Cultura apresenta a obra em seu catálogo, por um preço exorbitante: R$11.835,00. Exatamente. Onze mil oitocentos e trinta e cinco reais e nem um centavo a menos.
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Amanda Roldan
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16:08
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Aicmofóbica, sim!
É sempre assim: quando um médico passa alguma injeção para eu tomar, encara com ceticismo o fato de eu ter medo de agulha, como se isso fosse manha, coisa de criança ou algo assim.
Já faz tem que descobri que essa é só uma das muitas fobias que existem por aí, e, se duvidar, sei até a causa dela. Mas nunca achei que nós, pessoas com fobia de agulha, fizessemos parte de uma "classe".
Pois bem, hoje eu descobri que o que eu tenho te, sim, um nome: aicmofobia, medo de injeção e agulhas.
Aicmofóbicos, uni-vos!
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Pequeno texto sobre despreparo
A médica chama os pacientes na recepção do hospital, coloca-os enfileirados na parede, pergunta sintomas de cada um e passa um raio-x. Cena de E.R.? Não. Esse cenário se passa em um dos hospitais mais tradicionais da cidade de São Paulo, o São Luiz, unidade localizada na zona nobre do Morumbi.
A primeira comparação que se faz é com o sistema público de saúde, o que por si só é uma coisa vergonhosa, já que a saúde pública não deveria ser referência em mau atendimento. Mas, enfim, é o que o atendimento do São Luiz está parecendo.
O critério de seleção para quem tem prioridade no atendimento é vago e duvidoso, mulheres grávidas e pessoas idosas. E, por isso, o garoto de 18 anos que está com febre alta há três dias fica horas esperando ser atendido.
Horas? Sim, horas. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis. O tempo no hospital é ilimitado. Enquanto isso, pessoas com a famosa gripe A entram em contato com pessoas com pneumonia. Excelente, tudo que uma pessoas doente precisa é entrar em contato com outro vírus/bactéria!
Mas o São Luiz é apenas uma amostra do que está acontecendo por aí. O Einstein não fica atrás. E a Beneficência Portuguesa, dizem, chegou a fechar as portas.
Que a saúde pública seja uma porcaria, não entende-se, mas, no fim, aceita-se _em termos. Mas o sistema privado, na teoria o melhor, mais tchan, estar desorganizado e despreparado desse jeito é bem difícil de engolir.
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Amanda Roldan
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