terça-feira, 7 de julho de 2009

Nova blogueira no pedaço

O mundo dos blogs ganhou uma nova integrante. Foi lançado hoje o Ana Pitaca, feito por Ana Carolina, aka minhã irmã. Por enquanto só tem dois posts, mas vamos ficar de olho para ver o que essa garotinha vai falar por lá.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Diário de uma perneta (3)

Fui para Goiânia com um ligamento rompido, outro lesionado e uma contusão óssea. Andei menos do que o costume, ouvi "o que aconteceu com o seu pé?" de gringos e conterrâneos, aguentei o alemão me chamado de bêbada. Tudo isso com a minha companheira querida, a RobotFoot.

Ela impede os movimentos do pé e incomoda pra caramba, mas me acostumei e passei bons momentos com ela. Também fomos fazer compras no shopping, assistindo a filmes no cinema e, lá no comecinho, vimos o Saulo Vasconcelos. Andamos de ônibus, de metrô, ficamos chiques e passeamos de táxi. Em Goiânia, encontramos uma irmã dela, e cheguei a ficar com uma pontada de ciúmes, mas passou.

Também ficamos longas horas deitadas em frente à tevê assistindo a Friends. Nos desentendíamos na hora de dormir, de colocar o jeans e de descer a escada.

Mas a nossa relação estava fadada a ter um fim. Certo dia o ortopedista disse que eu podia dormir sem ela. Fiz isso no mesmo dia. Também me liberou para andar em casa desacompanhada. De novo, segui as instruções médicas, embora ainda não pudesse descer a escada sem ela. Nem andar na rua. Aliás, ainda não posso.

Mas está acabando. Comecei a fisioterapia na quinta passada, exatamente no nosso aniversário de cinco semanas. Fiz a primeira série de exercícios hoje e descobri que não tenho absolutamente equilíbrio nenhum.

De "sequelas", a orientação para evitar sapatos moles. Ele mostrou na prática, torcendo minha sapatilha milhões de vezes _também senti milhões de pontados no coração enquanto ele fazia isso.

Sem ela, fico insegura. Meu pé hesita em seus movimentos, e meu corpo coloca mais peso no lado esquerdo. Ainda sinto dor, ainda sinto incômodo, ainda tenho a impressão de que cada passo é uma torção em potencial. Mesmo assim, conto os dias para me livrar dela. Com todo respeito, bota querida, você me encheu muito nessas últimas semanas. Vai catar coquinho!

Sem tevê amanhã

Michael Jackson morreu no dia 25, hoje é dia 6 de julho. E lá estão os jornais estampando Neverland, o estádio em que vai ser realizado o bendito "funeral" _que já se transformou em homenagem, já que não vai ter o corpo do artista_ e a cara do "rei do pop", negra normal, negra esquisita, branca normal e branca esquisitíssima.

Convenhamos, até na morte Michael Jackson conseguiu causar. Seja lá onde estiver, deve estar orgulhoso.

Mas já deu, né? Vamos, vamos. O Irã está fechado, Honduras tem um governo ilegítimo, tragédias acontecem, o mundo não parou! E imagino que amanhã teremos cobertura da homenagem o dia todo. Deu. Vou alugar uns filmes na locadora.

A placa do Motel Demy

A placa do Motel Demy era, pra gente, quase que uma entidade de Embu das Artes. As obras do Rodoanel andavam a todo vapor, mas ali, na entradinha da cidade, a placa do Motel Demy permanecia firme e forte _não tão firme e não tão forte, mas permanecia.

Não sei o que fazia com que a placa do Motel Demy continuasse ali, enquanto as pontes eram erguidas à sua volta. Até achei que não ia ter coragem de tirá-la, tadinha, era velhinha e capenga, mas estava exatamente no caminho de uma das construções.

Certo dia, um pouco depois de eu tirar essa foto, a placa do Motel Demy desapareceu. Entendi que ela finalmente havia sucumbido às obras do Rodoanel. Fiquei com pena da placa do Motel Demy. Pena e saudade.

Hoje, voltando para casa, lembrei-me da placa do Motel Demy. E percebi que ela foi substituída por outra, em um local diferente e toda brilhante, mais modernosa. Fico me perguntando: o que foi feito da placa do Motel Demy?

sábado, 4 de julho de 2009

O campeão bonitão

Embora a atenção seja sempre voltada ao piloto, um candidato a galã do Cross Country _calma, o lugar de Loeb é garantido no Rally de Velocidade_ dava mais beleza ao pódio do Sertões.

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Com vocês, Lucas Cruz Senra, navegador de Carlos Sainz!

The end

Verdade seja dita, não acompanhei esse Sertões do modo que devia. Depois da empolgação da largada, as coisas deixaram de ser tão emocionantes.

Na chegada em Natal, três das quatro categorias já estavam praticamente decididas. Nos quadriciclo, deu Cristiano Batista; Zé Hélio novamente levou o título entre as motos, sem ter nenhum outro competidor que pudesse lutar com ele; entre os caminhões, Edu Piano e sua trupe também levaram fácil.

A excitação da prova sobrou para os carros. Primeiro porque foi essa categoria que o Sertões mais judiou, com 31 dos 55 carros que largaram chegando em Natal. Depois, foi a única que teve disputa pelo primeiro lugar até o final. Embora o desejo de todos é ver um confronto brasileiro em terras tupiniquins, Sainz x Nasser foi uma boa corrida. No fim deu o espanhol, vencendo por 1min09s _para melhorar disputa, ele teve um erro de navegação na última especial, enquanto seu companheiro de equipe venceu. Assim, o título só foi decidido quando o pentacampeão mundial chegou, em terceiro.

Embora eu não tenha acompanhado com a devida atenção, esse Sertões foi uma boa despedida da menoridade. Uma prova que vai ficar marcada, creio eu, por dois momentos distintos: o primeiro, triste. A explosão da TR4 de Heleninha e Jô, na reta final da prova.

O segundo, feliz e _ por que não?_ esperançoso. O convite para Neves e Bampi correrem pela melhor equipe de Cross Country da atualidade, que, com certeza, brigará pelo título do Dakar. Na coletiva em Goiânia, Neves disse que só dependia dele para chegar ao maior rally do mundo pela Volks. Pode ser que não venha a acontecer, pode ser que, como disse Nasser, a equipe já esteja fechada para a prova, mas a dupla brasileira não deixou a desejar. E embora eles não tenham ficado entre os três primeiros, acho que os dois fizeram um bom trabalho. Vamos ver. Até dezembro, muita água vai rolar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Na reta final

Amanhã acontece a penúltima etapa do Rally dos Sertões, e parece que a 19ª edição da prova não deixou realmente nada a desejar _memorável, acho que diriam Marcos e Du.

Nas motos segue o ritmo normal, gente caíndo, se quebrando, etc. Nos carros, porém, a história parece diferente. É MUITA gente com carro quebrando, forfetando, etc. Ontem, por exemplo, apenas 18 veículos chegaram no final da especial _eram 55 carros no começo do rally, na lista constam que 36 ainda estão na prova.

De capotagens, batidas e quebras, acho que o que mais marcou foi o caso da Heleninha e da Jô.

Elas enfrentaram diversos problemas de quebra ao longo dos últimos dias. Ontem, as duas sentiram um forte cheiro de álcool, pararam o carro e, quando viram, a parte traseira estava em chamas. Conseguiram sair antes da explosão, mas tênis, documentos e tudo o mais ficaram dentro d TR4 _a história, bem como o áudio, você acompanha aqui.

Fiquei triste e feliz ao mesmo tempo. Torcia muito por essa dupla, mas graças a Deus não aconteceu nada com elas. Poderia ter sido muito pior.

De resto, Zé Hélio nas motos, Cristiano Sousa nos quadris e Edu Piano nos caminhões seguem na liderança com certa folga. Uma chatice, vamos combinar. Nos carros, porém, a história muda. Constantes durante toda a prova, Nasser e Sainz seguem em uma batalha acirrada, e apenas três segundos separam os dois pilotos da Volks. Além do mais, se não me engano, são umas das únicas duplas que ainda não tiveram quebras.

em dúvidas um "blue frog" vai vencer. Dessa vez, pelo menos, só saberemos qual quando eles chegarem em Natal. Ufa!