sábado, 21 de março de 2009

Zé bonitão?

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É impressão minha ou Max Mosley era bem charmoso no fim dos anos setenta?
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(foto retirada do F1 Nostalgia)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Novo negócio

Vou desistir da vida de jornalista.

Isso mesmo. Largarei o jornalismo pra me dedicar ao meu novo negócio: sutiã e calcinha em casa.

Vai funcionar assim: a mulher abre a gaveta e vê que todas as suas calcinhas marcam por baixo do vestido. Mas ela não tem tempo pra ir na loja e comprar alguma coisa. O que ela faz? Liga para o (nome a definir), passa todas as espeficicações e espera a consultora do (nome a definir) chegar à sua casa com as opções!

Para o sutiã, a mesma coisa. Precisa de um que não marque? Ligue para o (nome a definir)!

Mas enquanto o (nome a definir) não existe, continuo me degladiando com um sutiã. E tenho que sair às oito e meia!

Troca o disco

Sinto arrepio toda vez que vejo o nome Ayrton Senna em algum veículo de mídia.

Não, não é emoção ou algo do tipo. É porque eu sei o que virá depois: as conhecidas "viúvas" começam a surgir como formigas quando têm seu formigueiro ameaçado.

Massa comparou Schumacher com Pelé e Senna com Maradona. Pronto. Foi o bastante para que o piloto da Ferrari fosse fuzilado por dezenas de viúvas loucas para gritar seu amor por Ayrton.

Senna não é deus. nem Deus. Apesar de vocês não acreditarem, ele certamente tinha seus defeitos e deficiências como piloto, assim como qualquer ser humano _exceto Sébastien Loeb, mas já começo a suspeitar que ele é um robô.

Então, pelo amor, parem de achar que Senna não pode ser criticado. Ou que as pessoas não podem achar Schumacher melhor.

Tá na hora de trocar o disco, viuvinhas.

Enfim, a lucidez

E é nessa hora que a FIA grita: " se é para o bem do povo e felicidade geral da nação, digo que não haverá mais o ridículo, indefensável, absurdo e cretino novo sistema de definição do campeão!"

"Salvaram o campeonato", disse Vicaria. Que assim seja, graças a Deus.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Sobre o novo sistema de (não) pontuação

Algumas coisas nunca mudam.

A Mandy, por exemplo, está atrasada na discussão de novo. Desta vez perdi o bonde da história do novo sistema de pontos da F-1. Ou a falta dele, pra ser mais específica.

A brincadeira é simples: a pontuação continua a mesma, só que agora tem um valor secundário; o que vale mesmo é o número de vitórias.

E qual é a opinião da blogueira, vocês perguntam.

Eu achei uma merda.

Por quê?

Porque existe um velho dilema: quem é melhor, o que ganha mais corridas ou o que é mais constante? E nessa briga eu fico com a segunda opção.

Acho que constância vale mais do que vitórias. Imagina a _absurda_ situação: o cara ganha metade do campeonato. Na outra parte, beija o muro todas as vezes. Vem cá, um cara que bate em 50% da temporada merece ser campeão? Eu acho que não.

O exemplo é meio absurdo, mas não é impossível _tá, quase. Por isso acho que ter mais vitórias não significa exatamente ser o melhor. E já imaginaram que bizarro ter um campeão com menos pontos que o vice?

Pois é isso. Não concordo com esse novo sistema. Acho que os caras tinham fumado demais antes de irem para a reunião do Conselho.

Bem que poderiam ter instaurado a volta do Grupo B no Mundial de Rali. Aí eu estaria pouco me fodendo pra F-1.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Parabéns sem Tommi

Eu ia fazer um post lindo e emocionante falando de Tommi Makkinen e sobre como o aniversário da minha mãe era mais importante que o tetracampeão do WRC.

Mas aí descobri que confundi os nomes: quem faz aniversário hoje é Timo Makinen, quatro vitórias e nehum título.

De qualquer forma, parabéns, mamãe! Você é mais importante do que todos os campeões de rali juntos _até que o Sébastien Loeb!

De olhos fechados

Confesso: eu fechei os olhos. Foi um ato totalmente inconsciente e automático, assim como o movimento das mãos, que seguravam com força a alça do cinto.

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A brilhante ideia veio na semana passada. Eu falava que não curtia corrida de caminhão, mas senti uma estranha vontade de fazer um trecho dentro de um monstro desses.
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Fui para Barretos com isso em mente. Pra quem eu poderia pedir esse mega favor? Pro André, claro! Pois estava feito. Eu ia fazer a super prime, no domingo a tarde, com André Azevedo.
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Não foi assim que a coisa funcionou. Quando chegou domingo, André teve algum problema e não pôde correr.
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Pensei bem e decidi pedir carona pro Guido. O pedido podia ter fortes consequências: Salvini era o autor dos saltos mais fodas feitos com caminhão. Deu show nas últimas duas provas em Barretos e entortou o chassi no Sertões depois de quase ter alcançado o pórtico de largada (!!!)
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Ué, e daí?
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Mas também não deu certo.
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Surgiu, então, uma terceira opção. "Por que você não vai com o Felício?" Fui.
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Alguém me jogou um capacete e, enquanto andava para o caminhão, coloquei o negócio na cabeça. Na hora percebi que ele estava sambando um pouco, mas não liguei. apertei o máximo que deu e sentei no banco do meio.
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Enquanto ele ia para a largada do circuito, comentou com o navegador que "falaram pra saltar". Aí o cara olhou pra mim e perguntou: "o cinto está bem apertado, né?"
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Puxei mais a alça e segurei com força. Já estava me sentindo meio arrependida.
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O diretor de prova _meu pai, por coincidência_ deu a largada. Merda! Não dava mais tempo de desistir!
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Minha primeira impressão: não tem como seu cérebro ficar no lugar dentro daquela coisa. Sua cabeça balança pra lá e pra cá e eu sentia vontade de colar o pescoço no banco para ver se tudo parava de mexer.
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O caminhão corria e eu me prendia ao banco, arrumava o capacete e agarrava a alça do cinto.
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Logo no começo tinha um saltinho pequeno _nada comparado ao mega salto no fim do circuito. Pois naquela pequena saliência eu já vi o que me esperava.
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A última vez que eu havia entrado em um veículo de rali fora em Erechim, 2006. Corri na super prime com o Tino Vianna, culpa do Costinha, mas foi uma delícia. Nos saltos eu sentia um frio na barriga e o carro voltava ao chão de maneira suave. O Tino é o cara!
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Eu tinha ainda alguma esperança de que correr de caminhão tivesse alguma semelhança a correr em um Lancer _mesmo que tudo indicasse exatamente o contrário.
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As curvas do Tino não eram brutas. As do caminhão, entretanto, me davam a impressão que íamos capotar a qualquer momento.
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O Felício controlava o monstro com precisão. A gente não ia capotar, eu sabia disso. Mas não tirava isso da minha cabeça, talvez até para não pensar no salto do final.
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Mas não adiantou evitar. Ele chegou. Na hora em que ele subia, eu fechei os olhos e agarrei forte a alça do cinto.
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Voamos. Achei que nunca mais íamos voltar ao chão. A sensação de não ter nada embaixo do caminhão é inexplicável. Liberdade. Leveza.
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Mas tudo isso durou poucos segundos. Porque em seguida eu senti um tranco também inexplicável. Cacete, o que era aquilo! Eu cerrei os olhos com ainda mais força e pensei todos os palavrões que conhecia. Ainda tinha mais uma volta e eu estava com vontade de pedir para parar.
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Em todos os meus _muitos_ anos de automobilismo, nunca tinha passado por nada parecido. Já tinha corrido de Evo, Sherpa e o já citado Lancer, já corri de Porsche em Interlagos e Jacarepaguá, mas nada se comparou à experiência do caminhão. É algo dolorosamente único.
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Enfim, o bicho voltou ao chão e continuou correndo. Eu não pedi para parar, mas minhas preces foram atendidas. "A suspensão estourou!" "Não o pneu tá furado". Paramos.
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Foi assim a minha primeira experiência em um caminhão: dolorida e incompleta. Por isso já estou pensando em quem vai me dar carona na próxima vez. Prometo que não vou fechar os olhos.
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(Créditos: foto do Guido - http://www.michelin.com.br/
foto do incrível salto do Felício - Zé Mário Dias)