terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Go, Solberg!

O Mundial de Rali de 2009 prometia ser uma titica. Duas fábricas, quatro equipes, Loeb/Elena dominando, disputa só do vice para baixo - Hirvonen x Sordo e as M2 batalhando vai ser legal mas, convenhamos, quem quer ver disputa para a quarta posição?
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Órfão da Subaru, Petter Solberg deixou a paixão falar mais alto. Ainda bem.
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Neste final de semana, o norueguês estréia sua própria equipe, a Petter Solberg World Rally Team - que será abreviada para WRT. Tá bom, o nome não é muito criativo, mas who cares?
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O que importa é que, em mundo dominado pelas montadoras - que entram em saem do esporte de acordo com seus cifrões -, alguém resolveu vestir sua própria camisa. Não foi por dinheiro, foi apenas por amar aquilo que faz: pilotar. E existe algo melhor do que isso, correr apenas por prazer? Pelo que parece, o norueguês pretende correr grande parte da temporada. Pode ser que a história não vingue? Pode. Ele pode não conquistar nenhum resultado? Pode. Mas será o exemplo que o mundo do automobilismo estava precisando.
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Estarei torcendo por ele. Petter Solberg tem estrela.

Além do mais, o cara soube escolher muito bem as cores de sua equipe!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sobre a descartabilidade de celulares

Nunca me falaram que celulares deveriam se encaixar no grupo de bens de consumo duráveis. Tampouco me ensinaram que tais aparelhos estavam inseridos no grupo oposto - seria o de bens de consumo imediato? Enfim...

Celulares tem se tornado brinquedos descartáveis, além de, cada vez mais, perderem seu posto de telefone móvel - do que importa falar e receber chamada se não tira fotos, grava, toca mp3, faz café, bolo de chocolate e tudo mais?

É normal ouvir por aí a frase "já estou pensando em trocá-lo". Repare no já, advérbio que indica um curto espaço de tempo. Não é por necessidade. Ostentação? Também, mas não acho que seja só isso.

O principal motivo, creio, é o que falei lá em cima: ele tornou-se um objeto descartável. Talvez pelo fato de as tecnologias estarem se tornando obsoletas com uma facilidade incrivel. Em um dos meus primeiros celulares, lembro bem, eu ficava fuçando as configurações dos toques, descobria as notas das músicas e montava, eu mesma, minhas próprias melodias. Nos polifônicos, meu conhecimento musical não permitia fazer tal descoberta. Nos mp3, então, esquece.

Mas tudo isso passou muito depressa. A tecnologia evolui muito depressa.

As operadoras também facilitam. A toda hora oferecem aparelhos com preços camaradas ou de graça.

Mas qual é o problema em trocar sempre de celular? Se você não é daqueles que se apegam às coisas, acho que nenhum. Aproveite e "troque de roupa" sempre que quiser - e puder.

Eu não sou muito assim. Pode parecer besteira, mas certas coisas marcam. Eu tinha um V3 que, quando recebia mensagem, fazia o barulho do Mário pegando as moedinhas. Mais do que isso, naquela época aquele toquezinho me fazia dar aqueles sorrisos mais bobos e davam aquelas borboletas no estômago tão gostosas. Não preciso dizer que não fiquei nem um pouco feliz quando passaram a mão no meu brinquedinho.

Ele não era o suprassumo, mas não importava muito: ele estava ali para fazer o que originalmente era sua função: servir de ponte para comunicação entre as pessoas.

Mas tenho que esse desapego, essa infidelidade aos aparelhos provocou outra tendência: meu Sony-Ericsson modernoso durou seis meses. Apagou. Tentei, em vão, ligá-lo. Não somos só nós que tornamos os celulares descartáveis. As fabricantes parecem gostar dessa nova brincadeira de bem de consumo imediato - ou não durável, whatever.

Poxa, agora bateu uma saudadezinha do meu V3...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O adeus da Mitsubishi (2)

Faltou falar uma coisa: não acho que esse adeus é definitivo. Nem longo.

Pra falar a verdade, não tenho nem tanta certeza de que, para o próximo ano, não haverá um jipinho oficial com, pelo menos, Peterhansel.

Aguardemos. Muita água ainda vai rolar.

O adeus da Mitsubishi

Existia uma marca que, caso anunciasse sua saída do rali - tá, o blog vai aderir à grafia em português do nome do esporte, me deixaria extremamente chocada. Assim como a Subaru, a saída desta marca do meio de competições internacionais teria, além do baque por suas grandes conquistas e seu nome já tradicionalíssimo, um grande apelo emocional.

Ontem, a Mitsubishi anunciou sua saída do Dakar, bem com do mundial de Cross Country. Era uma notícia esperada? Da minha parte, não.

O argumento é o mesmo que o de várias outras montadoras japonesas: é a crise. a diferença crucial é que Honda e Subaru vinham em um processo de decadência impressionante. A Suzuki ficou apenas um ano no WRC, mas com resultados aquém do esperado - porém, continua no J-WRC, campeonato de acesso ao Mundial de Rali, no qual já tem uma grande tradição.

Em todos esses casos, defendi que a crise era apenas um bode expiatório. O motivo principal seria o péssimo desempenho. Com a Mitsubishi, a história é outra. Tirando o fiasco do último Dakar, ela sempre foi top neste rali, sendo a maior vencedora - 12 vitórias. Foi absoluta entre 2001 e 2007. Tinha em suas mãos a melhor dupla da atualidade - Stephane Peterhansel e Jean-Paul Cottret. Além deles, Luc Alphand e Hiroshi Masuoka também figuravam entre os melhores do rali - o primeiro venceu em 2006; o segundo já tinha o bicampeonato, títulos conquistados na primeira metade desta década (já me disseram que o clima na equipe era de despedida do japonês. Começo a pensar se não era um adeus coletivo...)

Por isso, considero a saída da Mitsubishi mais preocupante que a das outras. Ela não tinha motivos relacionados ao seu desempenho - apenas financeiros. Tornando o Lancer mais forte, conseguiria novamente o título - embora eu ache que seria uma disputa boa com Gordon, BMW e Volks.

Aqui pelo Brasil, o Detlef já disse ao Tazio que nada muda.

Acho que veremos uma Pajero Evolution andando por terras tupiniquins...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Caminho para a Índia

Acabo de receber um e-mail do MSN Viagem com preços de passagens aéreas. Dei uma olhada nos preços das viagens internacionais. Nova York, Milão, Las Vegas, Barcelona, Paris, Lisboa, Miami (eca, eca, eca!). Querem saber a mais cara? Delhi, Índia, cujo preço chega a ser 100% mais alto que o de, por exemplo, Paris.

Humm... seria o efeito Glória Perez?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Overdose de família Cruise

Não importa o site de notícias em que você entre. Lá está: Kate Holmes diz que gostou da comida de tal restaurante no Brasil, Suri brinca na areia de tal praia no Rio de Janeiro, Tom Cruise faz xixi no Fasano.

Há quanto tempo estamos nisso? Uma semana, talvez?

Eu acho Tom Cruise lindo, Kate Holmes também é bem bonita e Suri também é fofinha. Mas já tenho até ânsia quando vejo uma foto deles. Cacete, não chega não? Babação de ovo do caramba!

Mas manterei a paciência. Afinal, Brad Pitt já anunciou que deve trazer seu time de futebol de salão + Angelina Jolie para um temporada em terras tupiniquins, enquanto grava um filme sobre algum cara que se perde em algum lugar daqui.

Aí sim vai ser supimpa, hein?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A disputa é mais embaixo

Já desisti da ideia (o blog está em um grande dilema: se adapta à novo regra ou aproveita os últimos anos da trema, acentos diferenciais, etc?) de achar que chegará um dia alguém que seja para Loeb o que Alonso foi para Schumacher - este alguém, no caso, seria Miko Hirvonen. O negócio é aceitar o fato de que Sebastien continuará nessa supremacia pelo menos neste ano e observar as disputas que rolarão mais pra baixo.


Que disputas?


Primeiro, uma boa briga pelo segundo lugar entre Dani Sordo, da Citroën, e Mikko Hirvonen, da Ford, disputa mais que óbvia, acho.


Mas estou me referindo um pouco mais pra baixo - que pode, de repente, se meter na "briga de gente grande" e lutar pelas primeiras posições. Falo das M2, espécie de times secundários. Uma disputa forte já rolou entre Henning Solberg - Stobart Ford - e Chris Atikinson - Citroën Junior Team. Quem levou a melhor no primeiro round foi o irmão de Peter.

A Junior tem dois talentos na incubadora: Sebastien Ogier e Conrad Rautenbach. Em matéria de tempo de pista, a Stobart leva vantagem: tem Matthew Wilson e Urmo Aava. Quando se fala em beleza, ponto para a Citroën: Ogier é bem charmoso e Rautenbach tem uma carinha de bebê linda. Chris Atikinson, coitado, é bem feinho, mas é 2X0 para a marca francesa, neste quesito.

Enquanto Loeb provavelmente sobrará - de novo! - neste ano, o negócio é acompanhar um pouco as outras disputas, principalmente entre os integrantes das M2. Esses, meus caros, devem trazer agradáveis surpresas para a temporada que acabou de começar.