terça-feira, 6 de novembro de 2007

O cachorro

Pancho morreu. Minha mãe ainda não me informou oficialmente, mas pela conversa com a minha madrinha tenho certeza disso.

Pancho era um cocker castanho, já velhinho. Da última vez que o vi, já estava cego. Lembro-me quando ele era filhote - também o era, ora pois. Ficava horas na área de serviço do apartamento da minha madrinha, lá na Ilha do Governador, na minha amada Rio de Janeiro. De vez em quando o soltava e ficávamos brincando na sala. Gostava dele, uma das minhas lembranças da minha cidade maravilhosa. Mas sabia que mais dia, menos dia, isso ia acontecer.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Alexandre Barros

Existem umas coisas que são difíceis de explicar.Meu fanatismo por rally não é uma delas. Nem minha torcida pelo Heikki Kovalainen (embora alguns tentem me persuadir a desistir do piloto).

Porém, não consigo explicar quando comecei a achar Alexandre Barros "o cara", nem o por quê de tal fato. Suspeito que tenha sido lá atrás, quando era apenas uma criança que sonhava em correr de moto. Aí vi aquele brasileiro correndo e, tã rã!, resolvi que ele era legal.

E mesmo passado todos esses anos, mesmo que não tenha acompanhado a carreira de Alexandre Barros, fiquei triste ao ver, há alguns dias atrás, que ele talvez fosse se aposentar. E mais triste fiquei quando, no domingo, a aposentadoria do meu herói-sem-eu-saber-por-que foi confirmada.

E essa tristeza não sei muito bem dá onde veio. Mas enquanto todos estavam atentos à vitória de Dani Pedrosa em Valência, à mão quebrada de Valentino Rossi e ao campeonato de Casey Stoner, eu pensava que não poderei mais prometer que vou acompanhar as corridas de Alex Barros no ano que vem.

sábado, 3 de novembro de 2007

Cinema em casa

Passei a semana inteira - hiperbolicamente falando - sonhando com a hora em que entraria naquela locadora, paredes forradas com fotos de personalidades como Audrey Hepburn, poltronas e livros de filmes na estante, e sairia com alguns filmes nas mãos, para depois assistir enquanto comia algo incrivelmente calórico.

Entrei na supracitada loja e fui direto para a parte de lançamentos. Maria Antonieta, Pequena Miss Sunshine e O Labirinto do Fauno eram meus alvos. Todos, TODOS estavam locados. Passei os vinte minutos seguintes procurando algo naquele lugar. Descubro que já havia visto todos os filmes de Audrey daquela locadora. Fui para a parte de comédia, desistindo de pegar algo que me fizesse pensar muito. Meu olhar esbarra em Bom dia, Vietnã, com Robin Williams. Ao lado desse, De Repente é Amor, aquele que assisti uma única vez e me encantou profundamente.

Escolha feita, me encaminho para o caixa. Porém, Patrícia Pillar e Daniel Oliveira me fazem voltar e abandonar Ashton e Amanda, não antes de prometer que em breve voltaria para buscá-los. E volto para casa, pronta para minha feliz e solitária sessão de cinema.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Será que ele é?

"Ele é muito burro", me diz um certo alguém.

Sim, ele é. Sem sombras de dúvida.

Sexta-feira sobre quatro rodas

Algumas novidades automobilísticas de hoje:

- o UAE Desert Challenge chegou ao fim com vitória de Stephane Peterhansel e Jean Paul Cottret (Mitsubishi). A dupla Palmeirinha e Dona Maria (Paulo Nobre, brasileiro, e Filipe Palmero, português) chegou em 11º, após capotagens e desidratações;

- com o resultado, Carlos Sainz (Volks) ganhou o Mundial de Cross Country, com a luso-brasileira em 4º;

- nas motos, Marc Coma levou a melhor, ficando a cinco minutos de Cyril Despres, segundo colocado. Jean Azevedo, brasileiro, chegou em 6º lugar;

Nessa categoria, um sobrenome conhecido me deixou surpresa: De Villiers, a princípio um piloto da equipe Volkswagen. Mas não me lembrava do primeiro nome dele, e as letrinhas indicando a nacionaliade do cara tampouco me ajudavam. Fiz o mais óbvio: "dei um google" no nome. Cornel, o De Villiers das moto - quadriciclo, como me informou tão bem o site de busca - correu o Dakar, abandonando na quinta especial por conta de motor partido. O original, Giniel - o gnomo, continua correndo de carro.

- o tempo abriu em Severiano. O sol até ensaia aparecer, como informou a Cronospeed;

- por último, mas não menos importante: Alonso está, oficialmente, fora da McLaren.

Chove em Severiano

E começou o rally de Severiano. Chuva, chuva, chuva, é o que relata o Cronospeed. As duplas fazem o levantamento; Tedesco fica entalado entre um ônibus e uma árvore; em uma foto, dois guris levam as mãos aos ouvidos enquanto um Celta é retirado do caminhão.

Tenho boas lembranças de Severiano e região. Paramos naquela cidade, eu, Helena Deyama e Déia Portas, para comer algo entre uma especial e outra, provavelmente depois de termos nos empanturrado com aqueles biscoitinhos comprados no Bon Giovanni na noite anterior. Cidadezinha bonitinha, a igreja, a pracinha com brinquedos.

Sinto por estar aqui e eles, lá. Não vi Erechim e sua décima participação no CBR, não conheci Estação; e provavelmente não irei para a última etapa. De rally, esse ano, só a largada do Sertões. O francês e seu café-com-leite, a tentativa de lavar todo aquele arroz, o show ouvido do box da equipe, tentativa de socializar com o chileno, piloto daquele cara de quem gosto muito. Os portugas da Red Line, os dois nordestinos, os tubos de leite condensado, a BMW
e o esforço tremendo para não seguir com aqueles três. A tristeza de vê-los indo rumo a Salvador e eu ali, naquela Goiânia vazia e sem graça.

Ah, o rally!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Cinco vezes

A capa do jornal, a bandeira no carro, os jornalistas no rádio, o cara rindo na rua, a menina na porta do cursinho, as pessoas sentadas na escadaria da Gazeta, o cobrador do ônibus e a mulher que com ele conversa, eu. Todos com o mesmo pensamento...

É PENTACAMPEÃO!!!!